O fotógrafo italiano Matteo Ferrari procurou pessoas pelo mundo que só tiveram um carro em toda a vida. Depois, recriou o momento de quando eles compraram o veículo, anos atrás.
Arquivo para Maio, 2008
comercial ao vivo
A Honda anunciou há alguns dias que iria transmitir um comercial ao vivo, pelo canal inglês Chanel 4. Ele é o primeiro passo da nova campanha criada pela Wieden+Kennedy. Pra aumentar a falação, lançaram um blog que dava a dica do que iria acontecer: 19 paraquedistas saltando em Madri, para formar a palavra HONDA no céu. O resultado disso tudo você aqui em baixo.
cerveja forte
Uma ação bem legal feita para a Eisenbahn Strong Ale. Cerveja e mictório pra compensar a fofura do post anterior. Clique na imagem pra ampliar.
studio mela
o piano e a tecnologia
Eu acho que nunca imaginei essas duas palavras juntas, na mesma sentença. Mas a Yamaha veio pra surpreender, lançando o Disklavier Mark. Ele não só vem com internet Wi-Fi pra fazer o download de arquivos MIDI pra você acompanhar, como também grava suas performances, junto com voz ou qualquer outro instrumento. Tudo fica armazenado no HD, e pra transportar os arquivos: entrada USB. Calma, ainda não acabou. Além disso, dá pra fazer stream de músicas direto da internet, e o piano as toca sozinho. Lá na minha terra isso se chama Parque de Diversões.
bebida pra viagem
Quem nunca derramou bebidas tentando carregá-las naquelas embalagens desengonçadas? Essa imagem mostra um jeito inovador de transporte e está circulando pelos blogs. Aparentemente é de uma rede de café estrangeira. Quem tiver mais informações, fique a vontade pra compartilhar nos comentários.
terno pet
A loja de departamentos Sears lançou uma surpresa para o Dia dos Pais. A primeira linha de terno feita de garrafas PET recicladas. Realmente uma pena isso nunca chegar aqui no Brasil.
as marcas do seu dia
Você já parou pra pensar no impacto que as marcas têm no seu dia-a-dia? Nesse blog tem uma linha do tempo visual, representada pelas logomarcas usadas numa típica sexta-feira da mulher em questão. Ótima reflexão, diz muito sobre a pessoa.
o prêmio de verdade
O diretor brasileiro Fernando Meirelles está concorrendo no festival de Cannes com o filme “Ensaio sobre a cegueira”. Trata-se de uma adaptação da obra do escritor, lenda viva, José Saramago. Quem está acompanhando a cobertura do evento sabe que o trabalho dividiu os críticos. Mas toda essa falação ganha proporção de formiga quando vemos a emoção do autor logo após assistir à película. É de bambear. Depois do vídeo segue o texto de Meirelles relatando a experiência à Folha hoje.
FERNANDO MEIRELLES
ESPECIAL PARA A FOLHA
Depois de uma semana que pareceu uma verdadeira montanha russa emocional, saí de Cannes no sábado e fui para Lisboa mostrar o filme “Ensaio sobre a Cegueira” para o autor da história, José Saramago.
Por meses, antecipei o quanto a sessão me deixaria ansioso -e não estava errado. Infelizmente, o cine São Jorge, que nos foi reservado, não tinha projeção digital, então foi improvisado um sistema para passarmos nossa fita. Pensei em desistir de mostrar o filme ao ver um teste da projeção, mas o escritor já estava na sala de espera e, em respeito ao compromisso, achei melhor ir em frente.
Sentei-me ao seu lado, expliquei aos poucos amigos presentes que só havia legendas em francês e começamos a ver o filme. Sofri cada vez que uma imagem não aparecia ou que uma música mal soava. Ele assistiu ao filme todo mudo e sem reação nenhuma. Ao final da sessão, quando os créditos começaram a subir, sua mulher, Pilar, debruçou-se sobre Saramago e me agradeceu, emocionada. Silêncio ao meu lado. Antes de terminar os créditos principais, as luzes do cinema foram acesas, eu ousei olhar para o lado e vi que ele fitava a tela sem reação, como se estivesse interessado no nome dos assistentes de cenografia que passavam.
Deu tudo errado, pensei. Toquei seu braço levemente e lhe falei que ele não precisava comentar nada naquele momento, mas, então, com uma voz embargada, ele me disse, pausadamente: “Fernando, eu me sinto tão feliz hoje, ao terminar de ver este filme, como quando acabei de escrever “O Ensaio sobre a Cegueira’”. Apenas agradeci e ficamos ali quietos. Dois marmanjos segurando as próprias lágrimas em silêncio. Ele passou a mão nos olhos, disfarçando a sua. Pensei no meu pai. Emoção sólida, dessas que se pode cortar em fatias com uma faca. Num impulso, beijei sua testa.
Na conversa e no jantar que se seguiram, ele disse que não considera o filme um espelho de seu trabalho e que nem poderia ser assim, pois cada pessoa tem uma sensibilidade diferente.
Disse ter gostado da experiência de ver algo que conhecia, mas que, ao mesmo tempo, não conhecia. Falou que o filme não era perfeito, mas que nunca havia assistido a um filme perfeito. Comentou algumas imagens que o emocionaram especialmente e disse ter achado o nosso Cão das Lágrimas muito doce; preferia que fosse mais agressivo.
Quando lhe contei sobre as críticas favoráveis e contrárias ao filme em Cannes, incluindo a da Folha, ele imediatamente lembrou e recontou aquela historinha do velho que vem puxando um burro montado por uma criança. Um passante vê aquilo e acha absurdo a criança estar montada enquanto um velho caminha, então eles invertem a posição. Outro passante cruza com o grupo e reclama da situação: “Como um adulto deixa uma criança a pé enquanto vai confortavelmente montado?”.
Então, os dois montam no burro, mas alguém acha aquilo uma crueldade com um animal tão pequeno.
Finalmente, resolvem ambos carregar o burro nas costas, até que outro passante observa como são estúpidos por carregar o animal. E, enfim, o velho decide voltar para a primeira situação e parar de dar importância ao que dizem. “É isso que faço sempre”, concluiu o escritor.
Acabo de deixar José Saramago e sua mulher no Ministério da Cultura de Portugal, onde está sendo exibida uma retrospectiva de seu trabalho e sua vida.
Houve uma pequena coletiva de imprensa ali, depois de visitarmos juntos a exposição. Meu filminho de menos de duas horas me pareceu muito insignificante ao ser colocado ao lado daquela obra de uma vida inteira.
FERNANDO MEIRELLES é o diretor de “Ensaio sobre a Cegueira”, “Cidade de Deus” (2002) e “O Jardineiro Fiel” (2005), entre outros
publicidade X arte
Em fevereiro eu fiz um post sobre o trabalho do artista Mark Khaisman. São painéis com sobreposição de fitas adesivas, criando imagens realmente lindas. Eis que hoje, navegando pela internet, acho uma campanha publicitária para a marca de fitas adesivas Tesa usando exatamente a mesma “técnica”. A publicidade sempre se apropriou da arte, mas a eterna discussão é: a linha que separa a referência da chupação pode ser tão tênue assim?
Os painéis:
A campanha:
guernica em 3d
“Em 1937, durante a guerra civil Espanhola, fascistas devastaram a cidade de Guernica com bombardeios aéreos executados pelos Nazistas. A pintura de Picasso, Guernica, foi a reação dele com a tragédia.”
Viaje dentro de uma das obras mais famosas do mundo nesse vídeo exploratório, todo feito em 3D. Imperdível. Clique aqui.
Este é o meu 100º post aqui, e por isso precisa ser especial. Muito obrigado a todos os leitores e muito obrigado a todos que me ajudam, enviando links e dando sugestões. Manter isso aqui não é tarefa fácil, mas vocês fazem valer a pena.
Então, no embalo de comemoração, segura esse clipe ao vivo da Sharon Jones, cantando “100 days, 100 nights”. Sua banda de apoio, os Dap Kings, gravou também o “Back to Black” da Amy Winehouse. Ela é uma das maiores representantes do Soul, hoje, e uma das minhas cantoras favoritas. Incrível.
o que é design gráfico?
Esse é o nome e o tema do concurso de cartazes proposto pelo blog Veerle e um dos vencedores está aqui em baixo. Citação do mestre Saul Bass. Se você gosta do assunto, confira a lista inteira.
garfo/colher
manbabies
Semanas atrás, o Coldplay liberou a música “Violent Hill” para download gratuito em seu site oficial (olha o Radiohead fazendo escola). Dizem por aí que o acesso foi tão grande que chegou a derrubar o site. Alguma coisa perto de 2 milhões de usuários. Agora, outras faixas começam a vazar pela internet a fora e o novo álbum começa a tomar forma. Até aqui, parece promissor. A canção que batizou o disco, “Viva la Vida”, é simplesmente incrível, toda orquestrada, sem soar pretensiosa, com um refrão todo poderoso. A produção ficou por conta do lendário Brian Eno, co-responsável pela obra-prima do U2 “Joshua Tree”, entre milhões de outros trabalhos. Dá uma ouvida:
MP3: Coldplay - Viva la Vida (Link removido)
morando na cama
Se você tem uma coisa dessas que faz massagem, esquenta, tem porta copo, encosto de cabeça com ajuste, bolsa pra guardar livro, revistas e controle remoto, vai querer sair da cama pra quê? Pra tomar banho? Que nada.
richard moon
Tem alguma coisa extremamente perturbadora nessas pinturas. As mulheres não parecem tristes, pelo contrário. Mas alguma coisa me fez sentir pena. Ou medo. Impressionante alguém conseguir transmitir esse tipo de sentimento numa pintura.
Roberto Mignanego
“Baci Rubati” é o nome do projeto desse fotógrafo italiano. Traduzindo para o português, seria algo como “Beijo Roubado”. Indicado para os românticos de plantão. Alô, vocês ainda existem?
mtv exit e radiohead
Vídeo feito para o projeto da MTV gringa, EXIT, em parceria com a banda mais relevante do mundo da música hoje. O intuito é conscientizar o público sobre o tráfico e exploração de pessoas pelas grandes corporações. A trilha é a sensacional “All I Need” do próprio Radiohead. Tapa na cara.




























